Da minha boca não sai mais palavra
Minhas mãos não mais escreverão
Vou guardar em mim
Só pra mim, minha solidão
Se confesso, no meu gesto
Encantado jeito de ser
Me coloco no teu verso
Em vulnerável saber
Me desculpe o desnude diante de você
Se me mostro sensual, desejosa de prazer
O que eu quero e que saiba
Gosto mesmo de escrever
Sua rima me aproxima
E desvenda temporal
Me coloco nos meus versos
De maneira natural
Se me cubro desse mundo
Onde não me cabe ser
Me protejo me calando
Escondendo meu querer
No meu mundo, num segundo
Imagino um turbilhão
Sou corrente, coerente
Mas não me entrego mais não.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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