terça-feira, 30 de junho de 2009

Manhã de Sábado

O sorriso bonito do filho querido
O aconchego cheiroso de nossas camas num bolo
A luz do sol iluminando o quintal
A brisa friinha arrepiando a espinha
A casa vazia sem nenhuma vizinha
O meu próprio som com muita canção
A vontade de ficar deitada...
Há muito ando estafada
Sinto-me até encurralada, vijiada, perseguida, irrada...

Ah!!! A paz morninha desse acordar
O carinho gostoso desse que ainda é o meu lar
Meu caderno novo pedindo contorno
A caneta macia percorrendo a linha
O coração solitário guardado no armário
O pensamento curioso: O que fazem os moços da minha história?
Será que estou em alguma memória?
Por onde anda o meu par? Aquele que vai retirar meu coração do armário e enfim me amar

Acordar no sábado é quase sempre bom
Com BOM DIA de alegria me enche de esperança o coração.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Saltos na Noite



O gato passeia sobre as palavras
Roçando o pêlo em minhas idéias
e meu pensamento foi as compras

A noite entrou acendendo a luz
Meu gato escreve com os olhos
e procuro ler outras vozes

Ele salta da poesia
O pulo do lápis até a palavra
as vezes, erra

Imagens desocultam-se no papel
Onde, corpo de mulher
cortina que se abre e despe o infinito...

Antimatéria transfigurada
Fonte de implacável música, ausente
Fluindo como ninfas, a procurar
espíritos no paraíso.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Saudade


Saudade...
Quem inventou isso?
Quem criou significado a esta palavra?
O que veio primeiro, o signo ou a palavra?
Nossa!!! Louco ser...
É incrível como interiorizamos, como se concretiza o abstrato em sentidos, sentimentos...
Que dor!
Pontadas profundas no meu peito.
Mas, não quero derrama-las, as lágrimas...
Meu rosto fica feio, inchado, desfigurado.
Desse jeito não me curo, ninguém me olha.
Vão achar que sou uma infeliz, uma chata.
Vão achar que não sei sorrir, me divertir.
Vão dizer o que de mim?
É daí?!
O que me importa!
Nada é mais cruel do que a saudade de alguém que existe.
Com a morte é difícil, o desespero da perda impossível de ser revertida, os eternos momentos de ausências...
É, é triste a morte para quem fica. Saudade compreendida e sentida, nem sempre
conformadamente de maneira aparente e também sempre presente.
Mas a saudade de alguém que existe: persiste, magoa, desnorteia, doe...
A ausência da presença trás consigo o signo interiorizado:
Saudade... Quem inventou isso?