quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A cura

Quero ser balsamo
alivio dores
amores
doidas feridas

Quero ser alegria
sorriso brilhante
suspiro constante
felicidade harmonia

Quero ser brisa
suave morninha
arrepia espinha
toda tardinha

Quero ser amor
acalentar carinho
compartilhar
amar amar...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Não digo mais nada!

Da minha boca não sai mais palavra
Minhas mãos não mais escreverão
Vou guardar em mim
Só pra mim, minha solidão

Se confesso, no meu gesto
Encantado jeito de ser
Me coloco no teu verso
Em vulnerável saber

Me desculpe o desnude diante de você
Se me mostro sensual, desejosa de prazer
O que eu quero e que saiba
Gosto mesmo de escrever

Sua rima me aproxima
E desvenda temporal
Me coloco nos meus versos
De maneira natural

Se me cubro desse mundo
Onde não me cabe ser
Me protejo me calando
Escondendo meu querer

No meu mundo, num segundo
Imagino um turbilhão
Sou corrente, coerente
Mas não me entrego mais não.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Avidez Cotidiana

Meu corpo fala por mim
Ele se manifesta em desejos
Que eu não consigo conter

Meu cio se exala
Minha boca cala
Faiscas de olhos
Mastigando o vazio os lábios sem dentes
Limpam da mente qualquer pensar coerente

Sua fome pelo corpo encaixe
Silencia razão
Idéias, projetos produtivos, vontade de fazer
Misturam-se no tumulto estreito do desejo que não consegue conter

Seu cio disfarça
Sua boca entristecida fala
Lágrimas nos olhos vibrando em dor
Por não ter amor o corpo doente
Que não sente na mente
A força necessária para findar sua procura por amor

terça-feira, 30 de junho de 2009

Manhã de Sábado

O sorriso bonito do filho querido
O aconchego cheiroso de nossas camas num bolo
A luz do sol iluminando o quintal
A brisa friinha arrepiando a espinha
A casa vazia sem nenhuma vizinha
O meu próprio som com muita canção
A vontade de ficar deitada...
Há muito ando estafada
Sinto-me até encurralada, vijiada, perseguida, irrada...

Ah!!! A paz morninha desse acordar
O carinho gostoso desse que ainda é o meu lar
Meu caderno novo pedindo contorno
A caneta macia percorrendo a linha
O coração solitário guardado no armário
O pensamento curioso: O que fazem os moços da minha história?
Será que estou em alguma memória?
Por onde anda o meu par? Aquele que vai retirar meu coração do armário e enfim me amar

Acordar no sábado é quase sempre bom
Com BOM DIA de alegria me enche de esperança o coração.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Saltos na Noite



O gato passeia sobre as palavras
Roçando o pêlo em minhas idéias
e meu pensamento foi as compras

A noite entrou acendendo a luz
Meu gato escreve com os olhos
e procuro ler outras vozes

Ele salta da poesia
O pulo do lápis até a palavra
as vezes, erra

Imagens desocultam-se no papel
Onde, corpo de mulher
cortina que se abre e despe o infinito...

Antimatéria transfigurada
Fonte de implacável música, ausente
Fluindo como ninfas, a procurar
espíritos no paraíso.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Saudade


Saudade...
Quem inventou isso?
Quem criou significado a esta palavra?
O que veio primeiro, o signo ou a palavra?
Nossa!!! Louco ser...
É incrível como interiorizamos, como se concretiza o abstrato em sentidos, sentimentos...
Que dor!
Pontadas profundas no meu peito.
Mas, não quero derrama-las, as lágrimas...
Meu rosto fica feio, inchado, desfigurado.
Desse jeito não me curo, ninguém me olha.
Vão achar que sou uma infeliz, uma chata.
Vão achar que não sei sorrir, me divertir.
Vão dizer o que de mim?
É daí?!
O que me importa!
Nada é mais cruel do que a saudade de alguém que existe.
Com a morte é difícil, o desespero da perda impossível de ser revertida, os eternos momentos de ausências...
É, é triste a morte para quem fica. Saudade compreendida e sentida, nem sempre
conformadamente de maneira aparente e também sempre presente.
Mas a saudade de alguém que existe: persiste, magoa, desnorteia, doe...
A ausência da presença trás consigo o signo interiorizado:
Saudade... Quem inventou isso?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

É o fim...

Na verdade o que há em mim é surpresa para mim mesma.
Não sei ao certo o que me atrai as confusões que a vida traz,
Talvez haja um tanto de prepotência,
Ou parte de mim interiorizada, que conduz a achar que sou um feixe de luz.
Porque sempre acho que posso ajudar alguém?
Porque sempre me decepciono?
Será que dou demais esperando ter em troca?
Ou será que a certeza de um bom coração pode sempre ultrapassar qualquer má impressão?
Oh, não!!! Não sei mais o que fazer....
Interditar-me quem sabe.
Não estou mais certa do que posso comigo,
Nem feliz com o todo sentido.
Não me vejo sendo o incentivo de paz as ações que comigo trago
Não vejo movimento naquele sofrimento, que ouço e diluo com palavras, carinho, amor, prazer e todo o meu querer...
Não vejo razão para ter medo do que esta aqui até então.
Mas ao certo, confesso: Sinto-me incapaz!
Dedico-me, abdico, acredito, fortaleço... E o que mereço?
Já passei por experiências muitas delas com fim em ausências.
Mas há em mim uma tendência,
De achar que posso suprir carência,
Até onde não existe fluência.
De DEUS de certo algo há, não sei ao certo o que é, mas posso afirmar que o paralelo de onde estamos tem dois lados e um soberano.
Eu sei que vibro para o que é bom, para o que me aproxima do bem, para o que deveria favorecer minhas escolhas e detonar a tentativa do mau de se aproximar de mim.
Porque então vivo assim?
Frustrar e saber que não sou tão forte assim.
Há aqueles que mal se aproveitam de mim.
Não reconhecem o bom que é ter em mim uma irmã de força e fé.
Hoje sofro por saber, que aquele homem não pode crescer e que eu nada posso fazer, mas também não quero vê-lo morrer...
Aos que são “povo de rua” eu solicito a gentileza, deixem o moço em paz! Para que possa correr por trás, arrastando a alegria que teve consigo e conquistou um dia. Em troca o que posso lhes dar? Deixar de querer salvar aqueles que de certo te ouvem e não querem mudar.
As vibrações do terreno invisível, conectadas aqueles que temos vivos podem, Dependendo da condução te levar ao sim ou ao não.
Sentir o lado positivo e querer estar e sentir-se VIVO.
Amem a minha paixão!
Amem a tudo que é bom!
Amem a alegria incerta!
Amem àquele que se fecha!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Silêncio!

As vozes vão embora
Não ouço mais conversa,
apenas o barulho das máquinas....
Ouvindo o barulho do relógio
A máquina de lavar funcionando
A geladeira, o freezer...
O silêncio nunca é completo!
Mas, e o vento?
Ah, ele não funciona ligado a tomada
Tem seu som no movimento que proporciona seu contato com as coisas
Ligado então ao mundo, ao natural.
A natureza que vive torcendo,
Como eu,
Para que não haja mais vozes em ameaças de perturbar sua existência,
Nem ações que transformem a imaculada sobrevivência realista
Não ao silêncio completo!
E, sim!!!
Sim, para o silêncio na serenidade das coisas.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Desejo!

"Desejo que você tenha alguém para amar e quando estiver bem cansado... Ainda existe amor pra recomeçar..."

Definitivamente, falo demais! Escrevo demais, penso demais, sinto demais, desejo demais.... Sou Intensa!

A superficialidade não é meu forte, quando muito sou sutil, costumo dizer que a sutileza é o registro da minha arte. Sou Artista!

Amo demais! Vivo paixão, amores, dores, sou intensa de fervores... choro bastante, limpo o rosto e vou a luta, gosto de toda minha labuta. Sou Guerreira!

Não curto mais casos e acasos desconexos e sem propósitos, aqueles que não passam dos habituais rompantes de puro prazer momentâneo. O vazio de depois anda me tornando amarga, quero manter o gosto de vida que gosto. Sou Mulher!

Procuro um cúmplice, aquele Homem forte que segura a onda brava em noite de mar agitado, que aponta sua poderosa arma e trabalha com ela pra inserir energia de mais vida em mim... alimentando a potência que há dentro de dois. Sou Parceira!

Não preciso que ninguém pague minhas contas, trabalho e sei cuidar de mim e do meu filho. Sou Independente!

Mas, gosto de me sentir protegida, de ter um braço de macho me envolvendo, um Homem forte me fudendo... Sou Fêmea!


Henrique, tá melhorando? Atendi seu protesto ou quer mais? rs

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Iluminada!


Naquele momento, o sol vinha nascendo... Trouxe consigo brilho e calor, por cima do vermelho de minhas vestes e cabelos... Espontaneamente meu sorriso surgia, pura expressão de felicidade.
Amanhecemos! Mais uma vez juntos.
De maneira diferente, fomos vistos por muita gente.
No escuro da madrugada, perambulando pela escada, ladeira, na linha dos arcos... Estávamos unidos a esperar pela luz que vem do horizonte.
Embora houvesse a incerteza no desfecho daquela noite, havia feito uma escolha: entre o encantamento poético de experiencia lírica e a sensibilidade presente da serpente, acolhida docemente pela rubra fêmea carente, a hesitação deu lugar exatidão.
Sentia que podia ser sentida de maneira pura, imediata, livre, aberta e desnuda...
Era um domingo três e estávamos os dois a fim de nos tornarmos um só.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Poeta encantado


Minhas noites de poesia ficaram ainda mais encantadas, pelas belas apanhadas (com toque de tremor nas mãos q pegam o leitor) das melhores provocações, embutidas de atrações, despretensiosas de razões alvos ou furacões, arrebataram meu favoritismo, cheio de puro lirismo, um desconhecido conhecedor das rimas próprias do amor, chegou.

Ele veio feliz como um perdiz, ávido pelo espaço onde se diz, ele veio em paginas manuseadas e bem detalhadas de emoção e paixão, ele veio assim, como quem diz: sou feliz assim mais quero muito mais pro fim.

Nunca vi aquele moço. Não conheço aquele corpo, aquele gosto... Não tenho idéia do toque, do cheiro e do forte daquele rapaz, mas há nele uma paz, um jeito que me atrai... aguça a curiosidade, desperta a vontade, sentidos... Sinto vontade de dizer, como não posso ver olhar em seus olhos e fazer, procuro escrever.

Acho que me excedo no manifesto do meu desejo, que sonha e espera sedenta por aquele beijo. Digo isso porque trocamos sensações, chegamos perto de explosões, esteve ele pronto a ser abatido e no momento que duvido, em seu sexto sentido, algum mistério profundo, daqueles que ocultamos do mundo de palavras o computador, fez o moço recuar. Porque será meu senhor?

Meu processador ficou louco de furor e quando achava que tudo então acabou (de louca que sou, pois nem se quer começou) ele retorna de sua distante viagem, traz consigo em sua bagagem, toda aquela vontade embutida de responsabilidade do Homem que corre atrás do que quer e faz suspense para essa Mulher.

Pode ser que venha a ser o cidadão que me tire a solidão, ou apenas a pessoa que desperta a leoa... Pode ser ele próprio o furacão, já que diz que sou o olho de um, então?.... Quem me dera seria viver junto de sua alegria. Exercitar seu palato no mais profundo ato, realizando a fantasia, que de certo me faria experimentar o paladar de um sonho realizar: encontrar o amor na poesia e ser plenamente feliz um dia.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Expurgos de VIDA VIVA!


Nas águas do bravo mar de Itapoá carreguei-me de força, proteção, agradecimento, carinho, amor, sentimento.... Banhada na espuma morna, misturada a areia escura, no raso de um fundo de verdadeiro calor, meu corpo boiava e me projetava pra fora de lá: imagens convictas de tudo mudar.

Embora a delícia de ali estar, trouxesse a coragem pra continuar, a vontade crescia de lá não mais levantar....

O salgado do mar trouxe a sede a recordar, que aquele ali não era o meu lugar e doente da alma não podia mais ficar.

Então, de pé vigiando ondas, sentindo o vento gelado no corpo molhado, fui ao encontro do abraço apertado, daqueles de paz e energizado a sede matar. Matando-a, fez em mim nascer um outro tipo de querer, um querer que não se relaciona com poder, que não há limites no seu permanecer e que só fortalece o meu jeito de ser.

Voltando aos pares de uma luta de iguais, percebi em mim, onde não existem rivais, que o que se mostra são sinais, de que na vida, do que se quer, se faz!

Minha vida é viva e nela não cultivo feridas, transponho filosofia soberba, reflexo no sabor de sove-las e somente por isso hoje sorri. Porque pude sentir, de volta a rotina, que apesar do tanto porvir, ainda posso querer mudar e seguir, tenho amigos que prezam, torcem e oram por mim.

Não tenho medo de ameaças que constrangem a minha digna postura de ser, eu sou! E isso não vai morrer. Por mais que partam, sem ao menos o machado usar, parte daquilo que fui conquistar, regenerarei com férteis fibras o caminho por onde vou passar. Eu passo!

Não fico! Não finco raízes onde não há possibilidade de voar. Sou agora um ser de aparadas asas, tateando um vôo que já vai chegar.

Hoje não choro porque a certeza esta em mim, ela me pegou, me abraçou e projetou pra bem longe, bem longe daqui.

Mas ainda assim fico triste, por mais que saiba que tudo isso existe, fico triste pelo infeliz que se felicita em mutilar aquele que não facilita. Fico triste pela habilidade na mesmice de constranger alguém, que toma o (des)humano com tanto conformismo à se mostrar melhor pra quem?

Ainda bem que não preciso disso, sei quem sou e porque fico, meus amigos, meus fãs, meus amantes queridos, todos eles sabem o que digo, sou fêmea capaz de lavar a alma e tudo mais. Sou forte presente amarelo do sol, que se ilumina, se banha, se orienta e esplandece o mais belo girassol.

O jogo de interesses vitais vai além de simples gestos de leva e trás, ele vem imposto sem gosto no meio do rosto daquele que quer sempre muito mais, de atitudes pequenas, por vezes serenas e de ambigüidades que não cessão mais.

Preservar a vida é bem mais que a corrida, ela embute família, a saúde e a paz. Hoje não choro mais! Sei que não sou melhor que ninguém, mas o sol me ilumina também, não me disponho a acomodar, tenho muito estrada à caminhar e a cada passo que posso dar, muitos desvios posso encontrar, e são meus instintos que vão me guiar e banhada de mar eles vão aflorar e às minhas certezas eu vou conseguir chegar.

“Eu vou navegar nas ondas do mar eu vou navegar...”

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Outra versão, anterior a posterior

.. a gente nunca esquece
aquilo que acontece e nem sempre padece. De muitos ou de todos os enganos, qual desses em primeiro plano?
Uma vida de contrários, desilusão paterna, força materna, responsabilidades precoces, perda irrecuperável à morte, enganos, ciúmes... estudos? Sim, estudo desatento, o pensamento no próximo momento.... trabalho, casa, colégio.
O começo, onde o que se forma em nós, na infância, adolescência... a gente nunca esquece.
Bem cedo senti a perda.
Bem cedo senti a luta.
Bem cedo aprendi o valor de coisas, sentimentos, ressentimentos...
Bem cedo descobri que a vida não é uma novela, ela se revela surpreendente e desafiadora.
Quis morrer, me esconder... numa sacola de papel, de supermercado casas da banha (porquinho rosa), uma maça e lençol, era tudo que pensava em levar, onde ir? Onde ficar? Eu, me jogar? Desse jeito tudo vai terminar e por mim quem vai chorar? A guerreira não merece! Já tem muito que aborrece.
O jeito é desistir de desistir, aprender a guerrear e na luta me engajar... Procurar pelo silêncio que um dia via chegar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

... a gente nunca esquece

… aquele momento de partida, do seu pai todo herói, que se foi e então negou todo aquele seu amor.

… aquele momento de lágrima, de sua mãe toda heroína, que brigou muito por uma rotina, procurando trabalho sem estudos e enfrentando a luta pelo mundo.

…aquele momento da infância onde, ao invés de ser criança, que brinca de casinha, se já tem o seu filhinho, que na verdade é seu irmãozinho, e a sua moradia, incluindo a lavanderia, não faz parte da fantasia.

… aquele momento de quase morte, onde de frente para sorte, só sentia o desistir, fugir, voar pela passarela ou usar sua aquarela para tudo abstrair.

… aquele momento de perda, do irmão quase filho, que virou anjo e não duvido.

… aquele momento com madrinha, que sempre lhe sorria e tudo adivinha.

… aqueles momentos com vizinhos presentes como parentes.

… aqueles momentos de aventura com o irmão de cor escura, descobrindo, documentos, o trabalho, filas, tormentos, brincadeiras e muito movimento.

… aqueles momentos de amores que sempre provocaram dores, de muitos sobraram flores, histórias e bons senhores, amigos e até um filho.

… aqueles momentos de ilusão, onde se acreditou com paixão, com grandeza e admiração que aquela ajuda seria aceita de coração.

... aqueles momentos de tristeza em que se constata toda frieza, daquela que foi um dia tudo aquilo que se queria.

.... aqueles momentos de alegria onde se percebe toda harmonia, num conjunto de poesias os amigos em plena euforia.

.... aqueles momentos de aprendizado, onde se deixa tudo de lado, assimilando a todo momento até o movimento do vento.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Primeira Vez....

Aos 13 dias do mês do Abril do ano 9 do século 21, com alguma dificuldade, criei esse blog. É certo que esse desejo existia em mim, mas, a falta de tempo e de conhecimento para isso, adiavam esse momento. O incentivo e a ajuda veio de um encontro virtual, com uma dessas criaturas especiais que existem pelo mundo, aquelas pessoas que nem sabem o bem que nos fazem com pequenos gestos... Fico grata pelos amigos que tenho.

O curioso é que hoje vinha pelo caminho pensando na quantidade de coisas que tenho guardado dentro de mim e que gostaria de expressar à algumas figuras que fazem ou fizeram parte da minha vida. Quero escrever grandes cartas, que trazem e fazem a conexão dos contextos geradores de conflitos mal resolvidos, no meu ponto vista. Com essa atitude, eu espero que os receptores dessas mensagens tenham o privilégio de rever e agir a partir de um conhecimento que até então era ignorado, para, quem sabe, mudar o rumo da historia. Talvez seja mais uma das minhas atitudes ingénuas, mais um "erro" de postura da minha parte, mas ainda sim, é o que eu sei fazer, errar, me ferrar, aprender e continuar.

Ao meu pai, para convence-lo de me ajudar a comprar minha casa; ao pai do meu filho, para que ele pague a pensão sem ter que leva-lo ao juízo e dê mais atenção ao nosso filho; a uma mulher muleca que tinha como amiga, para que ela devolva o que é meu sem mais e maiores dificuldades, entendendo que eu a ajudei quando ela precisou e agora ela me prejudica bastante; a um poeta lindo que atiçou meus desejos mais profundos, trocou provocações comigo e me deixou sem dizer o porquê e nem ao menos um thau; o soneto de nascimento de minha sobrinha, aceitando o desafio de um amigo querido que deseja publicar meus escritos; os depoimentos que amigos pedem que eu faça para mostrarem aos outros o quanto são queridos por mim.... muitas palavras.... magoas..... desejos... algumas historias.... Na minha cabeça tudo isso se forma, mas dá a isso fôrma, expressar, organizar ideias, requer tempo, concentração, vontade, confiança e todas essas coisas juntas não se encontram para cada um desses citados, como resolver?

Tenho o péssimo hábito de achar que as coisas se resolvem por si mesmas, não é assim, já percebi isso, mas ainda sim, tenho dificuldade de agir.

Vou me esforçar! Tratar meus limites com mais cautela, equilibrando passividade com voracidade e escrevendo pra não perder a vontade de crescer.

Obrigada Henrique por me incentivar a não desistir.